Linguagem Utilizada em Fluxos Descritivos
REGRA: Manter o texto do fluxo descritivo o mais detalhado possível, para clareza instrucional do usuário.
O fluxo descritivo deve ser a fonte primária de informação, apresentando o passo a passo completo e minucioso de cada etapa do processo.
É nesta seção do fluxo do processo que se detalham todos os procedimentos na sequência exata em que eles ocorrem, assim como as propriedades e atributos em cada etapa.
O texto detalhado permite registrar exceções e procedimentos específicos, como o tratamento de documentos não pertinentes ou a anotação de irregularidades na capa.
Dessa forma, garante-se que o usuário tenha total segurança jurídica e operacional, compreendendo todas as nuances e critérios envolvidos na tarefa.
Linguagem Utilizada em Fluxogramas
REGRA: Manter o texto das formas do fluxograma o mais curto possível, evitando o uso de palavras vazias, mantendo a mnemônica e a operacionalidade para o usuário.
O fluxograma deve atuar estritamente como um facilitador do texto descritivo, sem repetir sua densidade.
A decisão de evitar o uso de artigos como "o", "a", "os", "as" e manter o texto das caixas do fluxograma o mais curto possível fundamenta-se na necessidade de atender a diferentes perfis cognitivos.
Entendemos que existem dois perfis distintos de pessoas em relação à aprendizagem dos fluxos: as pessoas de humanas, que preferem textos detalhados, e as de exatas, que operam melhor com esquemas e sinopses.
As pessoas de maior afinidade com ciências humanas apreciam o texto detalhado e a narrativa completa e por isso se satisfazem mais com o fluxo descritivo.
Por outro lado, as pessoas de maior afinidade com as ciências exatas buscam esquemas lógicos e sinopses diretas e ficam mais satisfeitas com fluxogramas.
Para equilibrar essas necessidades, o Fluxo Descritivo dos tipos de processos SEI é escrito com o detalhamento textual que o grupo de humanas valoriza.
Já o fluxograma deve permanecer como ferramenta técnica de consulta rápida, voltada ao perfil de exatas.
Para quem já compreendeu o fluxo descritivo, o diagrama serve apenas para relembrar os passos de forma rápida. Por isso, quanto mais curto for o texto dentro das caixas, mais eficiente será essa retomada de memória para o usuário do processo.
Inserir elementos gramaticais desnecessários nas caixas sobrecarregaria o diagrama e retiraria sua função principal de facilitador visual.
Assim, o fluxo descritivo já cumpre o papel de atender ao público de humanas com todo o detalhamento necessário. O fluxograma, por outro lado, é a ferramenta ideal para o público de exatas e para quem busca objetividade máxima na execução das etapas.
Essa simplificação técnica dos fluxogramas, com a retirada de artigos e palavras vazias, está em total conformidade com a Lei do Governo Digital. Priorizar a clareza e a rapidez na interpretação visual é uma diretriz de modernização que se deve respeitar no desenvolvimento de fluxos.
Uso de Nomenclatura de Comandos do SEI nos Fluxos
REGRA: Tanto nos fluxos descritivos, quanto nos fluxogramas, sempre utilizamos os termos exatos presentes no SEI, para que sejam instrumentos mnemônicos para o usuário.
O uso de termos específicos como "Inicia processo" e "Incluir documento" é uma escolha técnica estratégica e inegociável para a usabilidade do sistema. No ambiente do SEI-UFSCar, esses são os nomes exatos dos comandos, menus e ícones que o servidor encontrará em sua tela.
Ao utilizarmos rigorosamente a mesma nomenclatura do sistema dentro das caixas do fluxograma, criamos um gatilho mnemônico imediato. Isso garante que o usuário, ao olhar para o gráfico, identifique exatamente a ação que deve executar no software, sem ambiguidades ou necessidade de interpretação.
Alterar esses nomes para formas mais extensas ou diferentes dos nomes dos comandos no SEI prejudica a conexão direta com o SEI, reduz a agilidade operacional e diminui a clareza dos fluxos de processos para o usuário. O foco deve ser a precisão técnica, garantindo que o desenho espelhe fielmente a interface operacional do SEI.
Ao utilizar a nomenclatura idêntica à do sistema, criamos uma função mnemônica essencial. O usuário olha para o fluxograma e identifica instantaneamente o botão que deve clicar, eliminando qualquer dúvida interpretativa sobre o fluxo.